segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A mini-saia e a universidade

(mandou bem) - Nunca, nem mesmo em meus momentos mais inspirados, eu conseguiria escrever isso. O texto é do jornalista Flávio Gomes, postado em seu ótimo blog. Se você não percebeu, tem um link para o blog no menu ao lado, na lista de blogs sugeridos. E já faz tempo.

Na minha opinião, é o texto definitivo sobre muitas coisas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Ruínas de 1989

(sim, eu resolvi agitar isso aqui) - Há 20 anos, um mal entendido derrubava o Muro de Berlim. A leitura apressada de um comunicado do governo, pelo então Ministro das Comunicações Günter Schabowski, deu a largada para que uma multidão se reunisse ao redor do muro. O comunicado dizia que todos os alemães orientais eram livres para cruzarem as fronteiras. Alguém perguntou quando a lei passaria a valer. Um confuso Schabowski diz: "acho que a partir de agora." Os guardas de fronteira foram tomados de surpresa pela população. Não tinham qualquer instrução de como agir. Aí deu no que deu. A divisão entre as Alemanhas, na prática, acabava ali. E o século XX, o mais movimentado da história do planeta, também.

O muro foi construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, pela RDA (República Democrática Alemã), a Alemanha Oriental. Imagine que você foi na casa de um parente seu no fim da sua rua, e depois foi para casa dormir. No outro dia, você acorda e dá de cara com um muro, bem no meio da rua. Foi assim por lá. Amigos, parentes e namorados foram covardemente separados.

A barreira não dividia a Alemanha inteira, como muitos equivocadamente pensam. Na verdade, o muro isolava Berlim Ocidental do resto da Alemanha Oriental. Após a II Guerra, a Alemanha e Berlim foram divididas em áreas de influência, cada uma com um dos vencedores (EUA, URSS, Inglaterra e França). Berlim ficava encravada bem na zona soviética. Portanto, Berlim Ocidental era uma ilha no meio de território inimigo.


O muro foi palco do maior momento de tensão da Guerra Fria - pode-se dizer que foi do mesmo nível do que a Crise dos Mísseis em Cuba. No dia 27 de outubro de 1961, dez tanques soviéticos ficaram frente a frente com dez tanques americanos, separados por meros 100 metros, em um dos postos de fronteira, o Checkpoint Charlie. Todos os tanques estavam com munição, e tinham ordens para atirar. Após alguma negociação entre os presidentes americano e soviético, os tanques foram, um a um, se afastando. O medo de uma guerra nuclear foi determinante.


Símbolo da divisão bipolar do mundo na época, o muro é mais um caso de história (mal) contada pelos vencedores. É visto hoje como uma atrocidade exclusivamente soviética (ou comunista, como prefere a mídia). Porém, quando construído, não causou um grande furor nos governos de EUA e Inglaterra. A reação foi demorada e anêmica. John Kennedy disse que "a solução não era linda, mas muito melhor do que uma guerra." Já o primeiro-ministro britânico Harold Macmillan falou que o "muro não é ilegal." Lavaram as mãos. Fisicamente, a barreira foi erguida pelos soviéticos - mas com os tijolos assentados pelo mundo capitalista. Afinal, era apenas o resultado de um controle ridículo imposto por supostos vencedores de uma guerra.

Naquela noite de 9 de novembro de 1989, o mundo inteiro era berlinense. Todos queriam estar lá, com uma marreta ou martelo que fosse, e ajudar a derrubar o muro. Deve mesmo ter sido uma noite mágica, capaz de unir mais pessoas em um só sentimento do que uma noite de Natal. Mas, depois de 20 anos, algumas ruínas ainda persistem em Berlim.

Estão lá, teimosamente nos lembrando do passado. E de que ainda há muitos muros em pé, contruídos por nós mesmos, esperando para serem derrubados.


Calado aéreo

(olha a cabeça!) - O maior navio de passageiros do mundo, o Oasis of the Seas (não, não é mais o Queen Mary II), em sua viagem inaugural, teve que passar por baixo da ponte Great Belt, na Dinamarca. Mas foi no sufoco:



A ponte tem altura de 65 metros. O navio conta com um sistema de chaminés telescópicas, que no momento da passagem foram abaixadas. Ainda assim, o ponto mais alto navio passou a menos de 60 centímetros da ponte!

Um dos fatores a serem considerados no projeto de um navio é o chamado calado aéreo. Nada mais é do que a altura do navio, da linha d'água ao seu ponto mais alto. O calado aéreo junta-se com o calado, comprimento, boca, deslocamento, porte bruto, velocidade, entre outros itens considerados pelos projetistas.

Todo o navio, antes mesmo da construção, já tem uma rota pré estabelecida. Essa rota irá limitar os itens descritos acima. Por exemplo, um navio que inclua Itajaí em sua rota não poderá ter calado maior do que 10 metros e boca maior do que 40 metros, devido às características do canal. Certamente, os projetistas do Oasis of the Seas levaram em conta a ponte Great Belt na sua rota para por em prática o inovador sistema de chaminés retráteis.

Mais um vídeo, agora feito por um bacana dentro do navio:



Não vou escrever sobre os milhões de bares, restaurantes, campos de futebol e shopping centers que o navio tem. Se ficou interessado em dar uma voltinha nele, clique aqui.


OASIS OF THE SEAS - 9383936 (navio de passageiros)

Arqueação bruta: 225282
Comprimento total: 360 m
Boca: 47 m na linha d'água; 67,5 m máxima
Calado: 9,3 m
Pontal: 22,55 m
Potência instalada: 130110 hp
Propulsão: 3 x 20 MW ABB azipod - azimutais
Ano do construção: 2009 - STX Europe - Turku, Finlândia

Dodo

(iou!) - Existe um site chamado Shipspotting.com, que reúne diversas fotos de navios, postadas pelos seus usuários. Cada um cria um perfil, e assim podem enviar imagens, comentá-las e também escrever no fórum do site. É um orkut náutico.

Pois bem, a foto mais clicada de todos os tempos no site é essa:

Foto: Jan Melchers

O navio aí de cima se chama Dodo. O motivo de tanto sucesso para a foto é o momento de extrema sorte do fotógrafo. O navio parece dropar a onda, e mostra totalmente seu fundo a vante e a ré.

Parece muito radical (e é - uhul!), mas isso é o que de pior pode acontecer a um navio. Navios são vigas, e portanto estão sujeitos a forças de torção e flambagem decorrentes do movimento das ondas, o que significa que eles trabalham muito no mar. Se fossem totalmente rígidos, quebrariam ao meio como vidro. Quando um navio enverga para baixo, ele sofre um tosamento. O contrário chama-se alquebramento.

No caso do Dodo, ele está apoiado somente à meia-nau, deixando a proa e popa em balanço. O navio está alquebrando. A situação se agrava quando um navio passa por uma onda de comprimento igual ao seu - caso do Dodo. Por comprimento de onda, entende-se que é sua medida entre cristas ou cavados sucessivos. Outro fator que contribuiu para que o navio sofresse esse alquebramento é seu peso. Percebe-se fácil que o Dodo está só no casco.

Esse tipo de situação é péssima para a estrutura, que pode sofrer seu momento fletor máximo. Aí corre-se o risco de ir tudo pro saco. Diversos casos de navios quebrando ao meio, devido ao alquebramento em mares tempestuosos já aconteceram. Os mais famosos são os casos do MSC Napoli e MSC Carla.

É de responsabilidade do comandante do navio zelar pela segurança de navegação, e impedir que o navio sofra tais abalos estruturais. Navegar leve, sem lastro ou carga, e tocar o navio em mar grosso a altas velocidades são práticas irresponsáveis. Um possível motivo para que o Dodo estivesse desse jeito seria que ele estaria entrando em um canal portuário, provavelmente de calado muito restrito. O comandante esvaziou os tanques de lastro, para diminuir o calado e entrar sossegado. Porém, na entrada do canal, foi surpreendido por essa onda.

DODO - 7353476 (carga geral)

Arqueação Bruta: 7845
Deadweight: 11810 t
Ano de construção - 1974 - Shikoku Dockyard Co.Ltd, casco 777 - Takamatsu, Japão.
O navio foi sucateado em 2001.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Festival de Música

(lembranças) - Está rolando na cidade de Itajaí o já tradicional Festival de Música, bem falado e conhecido por todo o país. Como sempre, várias oficinas estão sendo realizadas, e a cada noite acontece um show nacional no Teatro Municipal. O Festival é para quem curte música de qualidade, boa mesmo. Uma ilha paradisíaca no meio de tanto lixo que se ouve por aí.

Mas o que mais me chamou a atenção foi o cartaz do evento. Com o slogan "A música de todas as vilas", ele traz uma bela foto da rua José Russi, na Vila Operária. A famosa "rua das casinhas iguais", como é chamada por aqui. Me sinto orgulhoso, pois foi em uma dessas casas que eu passei minha infância. Caminho obrigatório para muitos estudantes do Fayal, e palco de partidas de futebol que deixavam os vizinhos enlouquecidos. Os tons da imagem e o violão no meio da calçada estreita só aumentam o clima de simplicidade e nostalgia do lugar.


O Festival acaba esse domingo. Dá para aproveitar ainda em alguns dos palcos montados pela cidade. Porque os ingressos para o show de encerramento do Toquinho já eram.

sábado, 24 de outubro de 2009

Casa ao mar

(em breve, por aqui) - Os holandeses sempre tiveram uma briga dura com a água, por seu país ficar abaixo do nível do mar. E com o aquecimento global e o nível dos oceanos subindo, essa parece ser uma briga perdida.

Ou não. Já ouvi falar de alguns engenheiros navais que trabalham como civis. Mas isso é o casamento perfeito das profissões.




Depois de tudo o que aconteceu, acho que é mais negócio morar em um barco. Dá pra chegar no trabalho sossegado, pelo menos.

domingo, 18 de outubro de 2009

Fórmula 1: epílogo

(finito) - Bom, como ninguém vai dar muita bola para a próxima corrida em Abu Dhabi, deixo aqui os últimos pitacos sobre a temporada 2009 de Fórmula 1, e também sobre o GP do Brasil.

- Título merecidíssimo para Jenson Button. Construiu a vantagem no começo da temporada, soube administrá-la na segunda metade do ano. No GP do Brasil, fez uma corrida fantástica, usando de muito arrojo, até mesmo desnecessário, do jeito que as coisas estavam andando. O melhor piloto desta corrida, disparado.


- Brawn, a estreante, simpática, com baixo orçamento, quase sem patrocínios, campeã de pilotos e construtores. Um tapa de luva nas outras equipes gastadeiras e frescalhonas.

- Rubens Barrichello, a outra figura do ano. De aposentado no começo do ano, a desafiante pelo campeonato no fim. Exemplo de amor pelo o que faz. Pela grana que ganhou até hoje, já podia ter largado. Não se importa com o que dizem ou pensam dele: quer mais é correr. Peca às vezes pelo o que diz, e por algumas promessas que fez no passado. Mas 17 temporadas não é para qualquer um. Aliás, é só pra ele mesmo.

- Brasileiro se acostumou (mal) a ganhar tudo. Vão continuar a malhar o pau no Barrichello. Mas a estes, eu digo: senta lá e faz melhor que eu quero ver.

- Daniela Mercury, cantando o hino nacional no ritmo do axé... os organizadores desses eventos ainda não se tocaram da cafonice e, para mim, da falta de respeito que é isso. E o locutor oficial ainda fala de um toque brasileiro no hino. Bom, agora o axé é mais brasileiro que o próprio hino nacional brasileiro.

- Ainda nas "presepadas ufanistas": a campanha para secar Button, promovida por alguns profissionais da imprensa (leia-se emissora oficial), além de inglória, está fora dos limites do bom jornalismo.

- Para o ano que vem: o fim do reabastecimento e das mangueiras incendiárias, Massa e Alonso na Ferrari e, provavelmente, Raikkonen com Hamilton na McLaren. Isso se Hamilton não fazer biquinho e vetar. 2010 promete.

sábado, 17 de outubro de 2009

VLCS rumo a Navegantes

(uma hora a menos pra dormir) - A DNV (Det Norske Veritas, sociedade classificadora) apontou o porto de Navegantes como possível destino de muitos navios classificados como VLCS - very large container ship. Em outras palavras: navio grande pacas. Eles carregam de 8000 a 10000 unidades de 20 pés, têm em torno de 300 metros de comprimento, 40 de boca, e até 15 metros de calado.

Isso porque o comércio global está crescendo, e para atender a demanda, crescem as encomendas de navios maiores, classificados como ULCS - ultra large container ship (navio grande pacas²). Esses navios vão atender as rotas mais movimentadas do planeta, entre a Europa, América do Norte, Oriente Médio e Ásia. Assim, os VLCS, que já fazem esse serviço, serão naturalmente escalados para rotas secundárias, mas emergentes, como em portos do oeste africano e costa leste da América do Sul. Aí entra Navegantes.

MSC Oriane, o maior navio a passar pelo Itajaí, com 277 metros.

Para tal façanha, alguns elementos no que dizem respeito em infra-estrutura devem ser considerados. Hoje, navios post-panamax navegando pelo rio Itajaí já são rotina, mais notadamente os navios da MSC com quase 280 metros de comprimento total e 40 de boca, que já atracam em Nas Vegas. A Portonave já têm 3 portaineres, e em breve deve receber mais 3. O cais, novíssimo, praticamente foi construído para ficar à espera de tais navios. O grande empecilho é o calado.

O maior dos problemas de portos estuarinos, como Itajaí e Navegantes, o calado sempre está em alteração, necessitando ser monitorado continuamente. Os custos com dragagem são do tamanho dos navios que esperamos receber. Com enchente então... todos lembram de novembro passado: a correnteza deixou bancos de areia e crateras no leito do rio. Depois do que aconteceu, falou-se em profundidade de até 14 metros. Se for assim, ótimo, que venham os VLCS. Por enquanto, estamos ainda em 10,5, um ano depois. Os navios da MSC que falei acima frequentemente entram e saem com quantidade de carga muito inferior a sua capacidade.

Outra saída, mais barata, é a navegação em lama fluida do fundo dos rios. Mas isso fica pra outro post.

Se você tiver um pouco de saco nesse tempo chuvoso, leia o artigo da DNV aqui.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cedo demais

(mas já?) - E saiu o dono do Prêmio Nobel da Paz do ano de 2009. Barack Obama, que dispensa apresentações, foi o escolhido pelos jurados da Fundação Nobel como merecedor do prêmio. Segundo eles, "pelo esforço extraordinário para fortalecer a diplomacia e a cooperação entre os povos".

Mas foi cedo demais. Obama ainda não fez nada, além de aparecer em conferências, cúpulas e afins, apertando a mão de todo mundo. Que extraordinário! Ainda por cima, o prêmio sai um dia depois de Obama anunciar que não reduzirá as tropas no Iraque e Afeganistão.

Está certo que o cara é presidente dos EUA, mas vem sendo criada uma expectativa exagerada pela população global, que pega carona na mídia, como se ele fosse o presidente do planeta.

Ultimamente, o Prêmio Nobel foi praticamente esquecido. A falta de prêmios para figurões do porte de Martin Luther King Jr., Madre Teresa, Mikhail Gorbachev e Nelson Mandela contribuíram para isso. Por isso, creio que o prêmio desse ano foi puro marketing, para trazê-lo de volta aos noticiários. E foi bom para a imagem de Obama também, que na última semana foi criticado por ter "perdido" para Lula na eleição da sede das Olimpíadas de 2016.

Como de praxe, o prêmio vai ser doado para caridade, segundo a Casa Branca. São 10 milhões de coroas suecas, equivalentes a 2,43 milhões de reais. Um troco.

Por vezes, o Prêmio Nobel da Paz é questionável. A simples assinatura de um acordo é tida como um "feito notável". Foi o que aconteceu em 1994, com o prêmio que foi para Yasser Arafat, Yitzhak Rabin e Shimon Peres. E até hoje Israel e Palestina se esfolam por um monte de areia.

Iniciativas pequenas, mas eficazes, que vão ao cerne do problema, tratando diretamente com as pessoas e não com governos, são esquecidas. A paz se alcança com conversa e trabalho duro, não com uma manobra burocrática, como uma assinatura em um papel.

domingo, 4 de outubro de 2009

Summertime Blues

(ócio maligno) - The Who a pleno vapor em Woodstock.

sábado, 3 de outubro de 2009

Itajahy (3)

(brilhantina) - Essa é de 1948. Um armazém de madeira, semelhante aos atuais. Uma parte do cais já construído, novinho em folha.

E que diabos é a forma do casco daquele navio? E mais: que diabos é o nome dele? UAU?


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Flood report (8)

(friaca) - O céu está ficando limpo. Timidamente, a Lua vai aparecendo. As nuvens parecem chumaços de algodão. Devem ter algum daqueles nomes típicos de nuvens, como cirrus, nimbus, stratus-cúmulus, ou algo assim. Não lembro agora. Uma vez li na Superinteressante que nuvens desse formato predizem bom tempo. Veremos.

Sobre o retorno das manobras no canal dos portos do rio Itajaí: só há possibilidade de retorno das operações quando a correnteza estiver abaixo de 3 nós. Por enquanto, a velocidade está por volta de 3,5 nós, ou 6,3 km/h, na frente do Ibama. Para fazer a conversão, basta multiplicar o valor em nós por 1,8.

O site do Sipmapi (Sistema para Monitoramento Ambiental do Porto de Itajaí) traz a velocidade da correnteza em alguns pontos do canal, a direção da corrente e o histórico das últimas horas.

Situação preocupante é a do Itajaí-Mirim, que demora um pouco a baixar. Tudo indica que o rio já esteja muito assoreado.

Flood report (7)

(be prepared) - O retorno do flood report não será como o primeiro, já que na época eu tinha mais tempo e mais acesso a computadores. Mas, na medida do possível, vou passando os fatos.

Passei há pouco por Murta e Cordeiros. Algumas ruas estão bem alagadas, e muitos moradores começam a se coçar e levar o que podem de casa. A correnteza do Itajaí-Açú é violenta. O Itajaí-Mirim, na sua foz, quer encostar na ponte. A agitação é grande por lá.

Em Brusque o rio baixou bastante - está em 3,5 metros - e o estado passou de emergência para de atenção. Blumenau está em estado de alerta, com 7,128 metros.

Há muitas informações desencontradas, principalmente na forma de 140 caracteres. Não vou colocar tudo aqui, com medo de escrever alguma besteira.

Em breve escrevo mais. Agora, já pra aula.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Flood report (6)

(o retorno) - É quase um "mais do mesmo". O alvoroço na ponte da avenida Nilo Simas sobre o rio Itajaí-Mirim, no momento em que escrevo, é um retrato das sequelas de novembro passado.

As pessoas observam um rio que, pouco a pouco, vai querendo ocupar cada vez mais espaço. Algumas praguejam. Outras buscam saber mais informações com a pessoa ao lado, correm de um lado para outro.

Outras olham. Só isso. Caladas, talvez com um sentimento de impotência, incredulidade, ou resignação mesmo. A frase de um colega de trabalho hoje me leva a crer que seja a última:

- Se continuar assim, pode comprar um bote.

Mas vamos aos níveis... para os itajaienses, o nível do Itajaí-Mirim interessa mais, afinal é o que causa mais problemas. Em Brusque, o rio estava com 7,116 metros. O normal é por volta de 3 metros, segundo informações da rádio da cidade. Isso já é estado de emergência. Em Timbó e Taió, situadas na cabeceira do rio Itajaí-Açú, a situação é a mesma. Já em Blumenau, o estado é de alerta, com o nível do rio em 7,963 metros, com previsão de entrar para o estado de emergência em poucas horas. Não consegui o nível do Itajaí-Mirim aqui em Itajaí, mas a maré observada pela praticagem no Itajaí-Açú foi de +1,35 metros. O nível de 2 metros acima caracteriza estado de alerta.

Agora, já entramos na baixamar, que terá o valor mínimo de 20 centímetros às 5 da manhã. Tudo agora depende da vazão dos rios nessa madrugada, além de novas chuvas que possam ocorrer a montante.

Como de praxe, a praticagem fechou a barra do rio Itajaí para manobras de atracação e desatracação, devido à forte correnteza.

E lá fora chove. Não forte. Mas chove.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vão fazer o que, afinal?

(em cima do muro) - Enquete lançada no site do DCE da UNIVALI: Qual área o DCE deve ter mais atuação no segundo semestre?
  • Infra-estrutura na Universidade.
  • Aproximação com a sociedade.
  • Comunicação
  • Outro.
Voto no outro. Quero saber o que vai ser feito quanto ao TCC em dupla compulsório. O resto é perfumaria.

Não há nada no site se referindo à mais nova patacoada da UNIVALI.

O CATECON (Centro Acadêmico de Tecnologia em Construção Naval) já enviou carta ao DCE se manifestando contra essa decisão. Só resta esperar que tal organização, que nos auxiliou muito na criação do nosso CA, também represente nossos interesses nesse assunto.